Febre amarela e carnaval

Turistas não precisam de vacina no carnaval do Rio, diz ministério

Os foliões que pretendem passar o carnaval na cidade do Rio, que entrará na campanha com dose fracionada da vacina a partir de 19 de fevereiro, não precisam se imunizar contra a febre amarela. A informação foi dada pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Antonio Nardi. Segundo ele, somente turistas com destino a regiões de mata devem se proteger.

Quanto à antecipação da campanha emergencial decidida pelo governo de São Paulo, Nardi destacou que Rio e Bahia também poderão adotar a mesma medida e que terão apoio do Ministério da Saúde. Segundo ele, é prerrogativa dos governos estaduais começar antes do previsto. No caso do Rio, a mobilização está prevista para o período de 19 de fevereiro a 9 de março.

UNIÃO TEM SERINGAS E VACINAS

Nardi afirmou ter conhecimento, por meio do secretário de Saúde do Rio, Luiz Antonio Teixeira Junior, que as autoridades fluminenses estariam estudando uma antecipação da campanha. Mas ele disse que o ministério ainda não recebeu qualquer confirmação. Se assim for decidido, destacou ele, o governo federal está pronto para fornecer vacinas, seringas e o apoio no treinamento dos profissionais.

Segundo o secretário-executivo, como rotina, os estados recebem as vacinas até o dia 10 de cada mês. Quando há necessidade de aumento, solicitado pelas secretarias estaduais, o sistema de logística faz o envio adicional considerando as condições de armazenamento dos governos locais. No caso da febre amarela, por exemplo, a vacina precisa ficar refrigerada.

Ele afirmou ainda que o governo federal tem vacinas em quantidade suficiente para imunizar, de forma fracionada, toda a população brasileira se preciso fosse. Uma vacinação geral, porém, está descartada dentro da estratégia do governo.

Nardi acrescentou que órgão também comprou no ano passado 20 milhões de seringas que serão usadas na estratégia de vacinação emergencial.

O secretário afirmou que o caso do holandês, que teria contraído a febre amarela no Brasil, ainda está sendo investigado pelas autoridades sanitárias para confirmação. Ele disse que o governo da Holanda notificou o Brasil, dentro do protocolo internacional, e que os exames laboratoriais estão sendo realizados. Dependendo do resultado, novas medidas internas poderão ser tomadas.

— Precisamos saber por onde este holandês entrou, onde andou, que municípios visitou, qual foi o local provável de infecção. Se o local não tem vacinação, vai ser feito um processo de investigação ambiental e epidemiológica para ver se há outros casos ou macacos mortos, podendo incluir aquele município no processo de vacinação — disse Nardi.

Fonte: O Globo