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O Globo: Saúde gastou R$ 81 milhões sem licitação em 2009 PDF Imprimir E-mail
Em 2009, do total de mais R$ 500 milhões gastos pela Secretaria estadual de Saúde só com medicamentos e material médico-hospitalar para hospitais e UPAs, 13,7% correspondem a compras feitas sem licitação, sob a alegação de eram aquisições emergenciais. O mau negócio, que acabou fazendo o governo pagar um preço mais alto por medicamentos, foi denunciado ontem numa reportagem do "RJ-TV", da Rede Globo. O levantamento, feito com base em dados do Sistema Integrado de Administração Financeira Para Estados e Municípios (Siafem), por meio de notas de empenho de 2009, mostra que a secretaria dispensou a licitação em compras que somam R$ 81.116.902.

Remédios e gaze a preços acima do mercado
Entre os produtos que constam da lista de compras emergenciais estão um antibiótico, um anticoagulante, um analgésico e até gaze usada em curativos, todos adquiridos a preços muito acima dos normalmente cobrados no mercado. Na comparação com as compras de outros órgãos públicos, a secretaria jogou dinheiro fora.

Em novembro do ano passado, a Secretaria de Saúde comprou — sem licitação — o an-tibiótico levofloxacino 5 miligramas, em bolsa de 100 mililitros, por R$ 19,20 a unidade. Dois meses antes, numa concorrência pública, a prefeitura de Porto Alegre havia pagado R$ 10,86 pelo mesmo produto. O estado do Rio pagou 77% a mais. No mesmo mês, o frasco de 10 mililitros de dipirona sódica 500 miligramas saiu a R$ 0,90 para a Secretaria. Em junho do mesmo ano, o medicamento — na mesma apresentação — custou R$ 0,37 para a Prefeitura de Maringá, no Paraná.

Em mais um exemplo de mau negócio, a Secretaria de Saúde não consegue desconto nem quando compra em grandes quantidades. Um pacote de gaze em qualquer farmácia custa R$ 0,65. Em novembro de 2008, a Secretaria comprou quase 7,5 milhões de unidades de gaze e pagou R$ 0,59, quase o mesmo preço do balcão da farmácia, e gastou R$ 4,4 milhões.

13/07/10
 
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