Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

          Rua Capitão Salomão, 36 - Rio de Janeiro - RJ - CEP: 22271-040 - Tel: (21) 2579-2227

Informe SINDHRIO
Edições   Assine




Clipping

JB Online: Pacientes que necessitam de tratamento em oxigenoterapia têm solução

Folha de S. Paulo: Fabricante do Botox recebe multa de US$ 600 milhões

Portal Segs: Difícil de ser diagnosticada, Síndrome da Bexiga Dolorosa já possui tratamento efetivo

Saúde Business Web: Cade aplica multa recorde de R$ 3 bi ao “cartel de oxigênio"

CFM declara posição sobre greve de médicos residentes

CFM mantém como prioridade a fixação de regras na relação entre médicos e empresas

Hospital turbinado

Residentes entram em greve e fazem protesto

TJ proíbe reajuste pára idosos da Omint, no Rio

Contribuição sindical

 
O Globo: Célula-tronco na reprodução PDF Imprimir E-mail
Maria Vianna

Na próxima década, as descobertas sobre células-tronco poderão nos ajudar a viver mais e melhor. É o que acredita o biólogo Gerald Schatten, professor de ciências reprodutivas da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, e único americano a fazer parte do conselho da International Cell Research Organization, da Unesco. Um dos principais nomes da pesquisa com célula-tronco do mundo, Schatten acredita que os avanços nas pesquisas não devem trazer a cura para doenças como Alzheimer, mas poderão ajudar mulheres a engravidar e melhorar a qualidade de vida dos idosos.

Nos próximos anos, os principais avanços devem acontecer na área de reprodução. A tecnologia não será usada para transformar células embrionárias em óvulos, acredita Schatten, mas para aumentar suas chances de implantação no útero e para evitar partos prematuros. Por enquanto, ainda é melhor que as mulheres não adiem muito a maternidade, mas talvez em uma ou duas décadas será possível engravidar mais tarde com mais segurança.

— Hoje, as clínicas de fertilidade conseguem produzir embriões em um ritmo impressionante, mas a implantação do óvulo tem taxas baixas de sucesso — afirmou, em en¬trevista na UFRJ, no Rio. — Em bre¬ve poderemos produzir placentas mais fortes, que evitarão o nascimento de bebés prematuros ou complicações. O melhor é que isto poderá ser feito por uma, duas ou três semanas da gravidez, minimizando as chances de mutações celulares que prejudiquem a vida do feto. Tenho grandes esperanças pa¬ra a terapia placentária.

A criação de óvulos por células-tronco pluripotentes induzidas é um sonho que não deve ser concretizado tão cedo. Schatten explica que o grande problema é que o risco de falhas no genoma seria altíssimo, assim como as chances de o bebé nascer com doenças graves.

Terapias para reduzir rugas

Outra possibilidade que Schatten afirma ser remota é a partenogêne-se, ou o desenvolvimento de um embrião sem fecundação. A ideia de que duas mulheres possam gerar um bebé sem um espermatozóide, por enquanto, é praticamente nula.

— A organização do genoma ainda depende do DNA do óvulo e do DNA do espermatozóide. Um filho de duas mulheres só vai ser possível quando decifrarmos todos os segredos da genética — sustenta.

A boa notícia é que a ciência nunca esteve tão perto de encontrar a fórmula da juventude. Schatten afirma que já é possível fazer uma célula voltar no tempo no laboratório e que em breve estas descobertas poderão ser testadas em seres vivos.

— Tivemos grandes avanços nesta área. Por enquanto, estas descobertas foram feitas apenas em laboratório, mas quem sabe não conseguimos fazer isto em pessoas no futuro? Podemos não encontrar a fórmula para fabricar remédios milagrosos, mas poderemos entender de que forma será possível diminuir o ritmo do envelhecimento — diz.

O objetivo não é fazer as células voltarem a um estado embrionário, mas sim rejuvenescê-las em uma ou duas décadas. Um idoso com a capacidade respiratória comprometida poderia voltar a respirar bem se suas células do pulmão ficassem mais jovens.

— Cada vez mais, pensaremos em saúde e não em idade biológica — afirma. — A maioria de nós é como lâmpadas fluorescentes, que brilha por muito tempo e vai piscando de maneira cada vez mais fraca até morrer. As células-tronco podem nos ajudar a ser como lâmpadas incandescentes, que brilham da mesma forma até apagar.

Apesar das pesquisas e dos avanços tecnológicos, Schatten não acredita que as células-tronco embrionárias serão usadas nos próximos dez ou até mesmo 30 anos para curar doenças como diabetes, Parkinson ou Alzheimer. O uso de células-tronco pluripo¬tentes induzidas também deve ser visto com cautela. Um grande medo dos cientistas é que elas sofram mutações e gerem um câncer.

— As células são muito promissoras na teoria, mas me preocupo com sua evolução após o transplante em um ser humano. No futuro, saberemos se esta descoberta foi tão importante quanto a da anestesia ou dos antibióticos, mas ainda precisamos de muito estudo para ter a certeza de sua eficácia.

09/03/10
 
< Anterior   Próximo >
 
Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Casas de Saúde do Município do Rio de Janeiro - SINDHRIO