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Jornal O Dia destaca estudo realizado pela Escola Nacional de Saúde
Pública da Fiocruz, que alerta para o maior risco de hipertensão entre
os taxistas. A rotina estressante, marcada pelo estresse no trânsito,
pela alimentação desregrada e pelo sedentarismo, leva aos fatores de
risco. Profissionais com 11 a 20 anos de praça apresentam o dobro de
chances
de desenvolver o mal, comparados àqueles que tem até 10 anos de
profissão. Entre os que já rodam há mais de 30 anos, o risco é quase
sete vezes maior.
Beatriz Salomão
Rio - Enfrentar o estresse do trânsito, passar horas sentado e ter
alimentação desregrada são atitudes que fazem parte da vida de grande
parte dos taxistas. Estudo da Escola Nacional de Saúde Pública da
Fiocruz mostra que esta rotina aumenta o risco de hipertensão.
Profissionais com 11 a 20 anos de praça apresentam o dobro de chances
de desenvolver o mal, comparados àqueles que tem até 10 anos de
profissão. Entre os que já rodam há mais de 30 anos, o risco é quase
sete vezes maior.
Para o estudo ‘Hipertensão arterial e características ocupacionais em
motoristas de táxi do Município do Rio de Janeiro’, desenvolvido pelo
professor de Educação Física Marcelo Carvalho Vieira, foram
entrevistados 497 taxistas do sexo masculino. Entre eles, 71,9% estavam
acima do peso e 69,7% não praticavam atividades físicas.
Além disso,
44% trabalham todos os dias da semana, e 92% em jornadas maiores do que
8 horas diárias. Obesidade e sedentarismo são fatores de risco para a
doença.
“Não encontramos prevalência maior de hipertensão entre os taxistas,
mas fatores de risco foram bem altos. O município cuida bem dos carros,
mas não da saúde dos motoristas”, disse Marcelo. Entre abril de 2008 e
novembro de 2009, os taxistas responderam a questões sobre fatores de
risco para hipertensão, perfil sócio-demográfico e características
ocupacionais. Em torno de 22% deles já tinham sido diagnosticados como
hipertensos.
Como se prevenir
Para o cardiologista do Hospital Israelita Albert Sabin, Marco Aurélio
Moutinho, taxistas devem fazer exercícios leves, como caminhadas, por
30 minutos, ao menos três vezes por semana. E alongar as pernas por 5
minutos, no início e no fim da jornada, para evitar tromboses. Reduzir
o consumo de sal e frituras, e ingerir água, também ajudam.
Boa alimentação e exercícios já fazem parte da rotina do taxista Carlos
Souza, 39 anos. Já Leury Guimarães, 33, ainda não conseguiu aderir aos
bons hábitos. Ele conta que não encontra tempo para ginástica e
trabalha 12 horas por dia. “Tenho medo de ficar hipertenso, por causa
do estresse e porque não tenho tempo de cuidar da saúde”, relata.
03/02/10
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